Greve em São Carlos: servidores paralisam serviços por reajustes
Servidores de São Carlos entram em greve por reajustes e serviços são paralisados Os servidores públicos municipais de São Carlos (SP) iniciaram a paralisa...
Servidores de São Carlos entram em greve por reajustes e serviços são paralisados Os servidores públicos municipais de São Carlos (SP) iniciaram a paralisação, nesta segunda-feira (13), após rejeitarem a proposta oferecida pela prefeitura. A categoria reivindica reajuste de 7% no salário, vale-refeição de R$ 1,3 mil, além da manutenção da cesta básica com 36 itens. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram De acordo com o Sindicato dos Servidores Público e Autárquicos Municipais de São Carlos e Dourado (Sindspam), a assembleia que rejeitou a proposta da prefeitura e aprovou a greve ocorreu na noite da última quarta-feira (8). A Prefeitura de São Carlos informou que obteve, na noite de domingo (12), uma decisão liminar favorável junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), que impõe limites à greve anunciada pelo Sindspam e determina que ao menos 70% dos servidores municipais permaneçam em atividade (veja a nota completa abaixo). Os servidores públicos municipais que aderiram à greve realizam uma manifestação na Praça dos Voluntários, em frente ao Mercado Municipal, que começou às 8h e segue até as 17h desta segunda. Nas redes sociais, o Sindspam afirmou que a greve é um "instrumento legítimo de luta coletiva, construído para defender nossos direitos, nossas condições de trabalho e, também, a qualidade dos serviços prestados à população". Servidores de São Carlos entram em greve por reajustes e serviços são paralisados Redes Sociais Mais notícias da região: DUPLO HOMICÍDIO: Morre funcionário de tabacaria que foi baleado na cabeça no interior de SP; dono morreu no local MISTÉRIO: Piloto de avião desaparecido: veja o que se sabe sobre sumiço de jovem de SP no Pará TRAGÉDIA: Grave acidente mata duas pessoas após carro invadir pista contrária no interior de SP O sindicato reforçou que os serviços considerados essenciais e que deverão funcionar com 100% do efetivo são a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), farmácias e Guarda Civil Municipal (GCM), por exemplo. Nesses casos, não haverá adesão à greve. O sindicato orientou que os setores como Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Parque Ecológico e Canil, cemitério, Unidades de Saúde e Unidades de Assistência Social operem com 50% do quadro de funcionários. Servidores de São Carlos entram em greve por reajustes e serviços são paralisados Redes Sociais Liminar De acordo com a prefeitura, a decisão liminar estabelece medidas obrigatórias que deverão ser rigorosamente cumpridas pela categoria: Fica expressamente proibida qualquer forma de bloqueio, obstrução ou impedimento de acesso aos locais de trabalho, garantindo o direito dos servidores que desejarem exercer regularmente suas funções; Impõe o desconto dos dias não trabalhados pelos servidores que aderirem ao movimento grevista; Determina-se que ao menos 70% dos servidores municipais permaneçam em atividade, sob pena de aplicação de multa diária de R$ 10.000,00 em caso de descumprimento. "A decisão é clara ao afirmar que o exercício do direito de greve não pode comprometer o funcionamento dos serviços públicos nem causar prejuízos à população. O município de São Carlos adotará todas as medidas necessárias para garantir o cumprimento integral da decisão judicial e a manutenção dos serviços públicos, não admitindo qualquer prática que prejudique a população são-carlense", disse a administração municipal. Veja reportagem completa do EPTV1: Servidores de São Carlos entram em greve e 14 escolas municipais interrompem atividades Serviços paralisados No início da manhã, a equipe de reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, esteve em duas escolas, a Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Professor Afonso Fioca Vitalli e o Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Dario Rodrigues, no Cidade Aracy, e acompanhou os reflexos da paralisação da categoria. Conforme apurado pela reportagem, alguns alunos entraram e outros precisaram retornar para casa com os pais porque os professores aderiram à paralisação. Os pais relataram que uma merendeira também aderiu à greve, mas que o serviço não seria prejudicado. De acordo com a prefeitura, um levantamento aponta que nove enfermeiros e 41 agentes de saúde, dos 116 contratados nas 23 Unidades de Saúde da Família (USFs) aderiram ao movimento. Nas 11 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), bem como nas três UPAs e no Samu, os serviços seguem funcionando normalmente, sem registro de falta de profissionais. No Saae, 20 servidores aderiram à greve. Na Fundação Educacional São Carlos (FESC), um profissional. Na Fundação Pró-Memória, dois, e na Secretaria de Desenvolvimento Rural e Bem-Estar Animal, três. Das 62 escolas municipais, 14 estão totalmente fechadas. Nas demais repartições públicas, o atendimento permanece sem alterações. REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara